Queria que soubesses

Sinto falta de ti. E me pergunta a que horas acorda e vai se deitar. No que pensas, lê, escuta ou vê. E imagino o que tu diria se estivesses aqui.

Sinto falta de mim. E me culpo por não me expressar mais tão intensamente. Sinto que não sou mais o mesmo e não sei dizer se isso é bom. Fica a teu critério.

Sinto falta de nós. Apertados num abraço. Soltos pelo sofá. Da forma como a tua presença combina com a minha.

Sobre ser clichê

Eu não queria falar de coração. Retornar aos clichês mais velhos, falar de sentimentalismo e do quanto eu sou um pedaço de um quebra-cabeças incompleto. Tampouco queria usar essas analogias de músicas dos anos 70, com homens cabeludos do peito aparecendo. Mas querer não é meu super-poder.

Da mesma forma que os rejeito, corro ao seu encontro. Porque quando se procura um clichê, não há salvação. Só coração. E tudo o que vier depois.

Acontece que é um sentimento tão bom. Talvez essa frase não expresse a totalidade do que sinto agora, mas, como já me entreguei ao piegas, o que custa me entregar ao minimalismo? Hoje não quero pensar em recursos estilísticos ou sacadas mirabolantes. Apenas sentir meu coração batendo forte ao lembrar do teu batendo no mesmo ritmo de nosso abraço.

Sim, isso é mais do que suficiente. E por último, deixo um beijo. Demorado, ansioso, cheio de saudade e paixão. Como naqueles filmes clichês.